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A hora de um santo
Alfonso Nieto
Antecipamos o artigo que o Professor A. Nieto, publicará no n. 51 do boletim Romana: “o tempo, nos ensinamentos de Josemaria Escrivá de Balaguer”.
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No verão de 1951 li pela primeira vez Caminho. Comecei a sua leitura com sentido crítico: talvez fosse uma injustificada reacção aos elogios do amigo que me tinha aconselhado o livro. No entanto, conforme ia passando as páginas, pouco a pouco descobri a sabedoria humana e sobrenatural que continha. Entre outras coisas, entendi que o temporal e o eterno não estavam tão afastados como parece: abria-se perante os meus olhos um novo sentido do tempo.
Porquê? Nas linhas seguintes tenciono responder a esta pergunta, fazendo ver como o valor do tempo depende da sua relação com aquele que não muda, devido à “presença da eternidade” nele. Para esta tarefa servir-me-ei dos ensinamentos de São Josemaria: um santo que soube perceber a transcendência que o bom uso do tempo reveste para quem busca a perfeição humana e cristã através das suas actividades quotidianas.
O que é o tempo?
Dizem que o pintou num dia. Miguel Ángel Buonarroti veste o Criador com túnica vermelha e, em genial escorço, representa Deus que separa a luz e a escuridão. Na Capela Sistina está essa imagem do primeiro dia da criação. «Disse Deus: “Faça-se luz”. E houve luz. Viu Deus que a luz era boa, e separou Deus a luz das trevas. Deus chamou à luz dia e às trevas chamou noite. Houve tarde e houve manhã: o primeiro dia » (Gn 1, 3-5). Nasce o tempo.
O que é o tempo? O santo bispo de Hipona dizia que ignorava a resposta, mas no silêncio do diálogo com Deus tinha bem experimentado o ontem, hoje e amanhã. Ler o artigo completo.
Alfonso Nieto Tamargo (Oviedo, 1932), é ex-director do Instituto de Jornalismo, reitor (de 1979 a 1991) e decano da Faculdade de Ciências da Informação da Universidade de Navarra. É professor na Pontifícia Universidade da Santa Cruz (Roma), em que foi nomeado Doutor Honoris Causa.
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São Josemaria Escrivá durante uma reunião no México, 1970
Porquê? Nas linhas seguintes tenciono responder a esta pergunta, fazendo ver como o valor do tempo depende da sua relação com aquele que não muda, devido à “presença da eternidade” nele. Para esta tarefa servir-me-ei dos ensinamentos de São Josemaria: um santo que soube perceber a transcendência que o bom uso do tempo reveste para quem busca a perfeição humana e cristã através das suas actividades quotidianas.
O que é o tempo?
Dizem que o pintou num dia. Miguel Ángel Buonarroti veste o Criador com túnica vermelha e, em genial escorço, representa Deus que separa a luz e a escuridão. Na Capela Sistina está essa imagem do primeiro dia da criação. «Disse Deus: “Faça-se luz”. E houve luz. Viu Deus que a luz era boa, e separou Deus a luz das trevas. Deus chamou à luz dia e às trevas chamou noite. Houve tarde e houve manhã: o primeiro dia » (Gn 1, 3-5). Nasce o tempo.
O que é o tempo? O santo bispo de Hipona dizia que ignorava a resposta, mas no silêncio do diálogo com Deus tinha bem experimentado o ontem, hoje e amanhã. Ler o artigo completo.
Alfonso Nieto Tamargo (Oviedo, 1932), é ex-director do Instituto de Jornalismo, reitor (de 1979 a 1991) e decano da Faculdade de Ciências da Informação da Universidade de Navarra. É professor na Pontifícia Universidade da Santa Cruz (Roma), em que foi nomeado Doutor Honoris Causa.

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