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A minha paixão pela música e São Josemaria

John, primeiro violoncelista da orquestra sinfónica de Kitchner.

Canada, 25 Março 2011

Etiquetas: Família e profissão, Ordem, Responsabilidade, Visão sobrenatural
O primeiro violoncelista da orquestra sinfónica de Kitchner, no Canadá, tem verdadeira paixão pelo seu trabalho. Poderia dedicar-lhe o tempo todo. A mensagem de São Josemaria fê-lo descobrir como harmonizar as várias facetas da sua vida.

Chamo-me John, sou músico. Toco violoncelo desde os onze anos. Sou primeiro violoncelista da orquestra sinfónica de Kitchner-Waterloo. Um amigo meu, também músico, falou-me do Opus Dei. Nessa altura eu não era católico. Tinha-me comprometido com outras coisas. O meu amigo, na orquestra impressionava-me. Uma vez ouvi-o “tocar violino para Deus”, é um modo de dizer. Depois, pouco a pouco, a música foi-se tornando “menos droga” para mim.

Os livros, a pintura, a música são magníficos. Mas podem chegar a constituir um fim em si mesmos de tal modo que vivamos somente para eles, pondo de lado outras realidades mais importantes. E eu consegui evitá-lo quando tentei oferecer a minha música a Deus. Além disso, sou casado e tenho uma família a que também me dedico.
Estabelecer prioridades, deu uma volta à minha vida. Caso contrário, acabaria por enlouquecer, totalmente absorto na minha música. E sabe, não se pode levar a música para o Além. É um meio, um instrumento.

Os músicos têm fama de excêntricos, sobretudo os compositores. Beethoven, por exemplo, dedicou-se por inteiro a compor as suas músicas, chegou até a arrancar os cabelos. Sofreu muito, na verdade. A Mozart, para citar outro exemplo, parecia que tudo lhe saía como que por encanto. A música… Pô-la por escrito e já está. Óptimo. Mas ao olhar para as suas vidas… Que confusão!
Mozart intérprete compulsivo e tudo o mais… Na verdade, transbordavam talento. Eram formidáveis. Uns mestres… Tinham um grande dom e dedicaram-se a fazer com que desse fruto. Fizeram de tudo. Fizeram de tudo. Mas eu sempre pensei que isso não é o que deve ser.

A música não deve estar em conflito com as outras coisas. Sujeitar-me a um plano regular para viver a minha fé durante o dia ajuda-me a colocar sempre a música no seu lugar. A música é algo maravilhoso, mas não é tudo.