Testemunhos

Conjugar o binómio trabalho-família é um desafio constante
Jorge Claude, Chile
1 Janeiro 2010
Nasci no Chile, no seio de uma família francesa pelos dois lados. Os meus pais sempre se preocuparam em nos formar nas virtudes humanas, e em estabelecer uma estreita relação com os meus irmãos e comigo. Recordo com saudade o tempo que passávamos à mesa depois das refeições, entregues a interessantes conversas, sempre de grande significado.Actualmente tenho 47 anos, estou casado, e tenho 12 filhos. Embora tenha sempre a firme intenção de dedicar tempo e esforços para levar para a frente esta grande empresa de formar os filhos, tenho consciência de que não é fácil.
O meu trabalho habitual é muito absorvente. Para cuidar da vida de família, sem prejuízo de muitas outras coisas que se podem fazer, parece-me útil propor as seguintes sugestões: rezar e rezar muito pela mulher e por cada filho. Destinar tempo a cada um, começando pela própria mulher: “Quando tiveres ordem multiplicar-se-á o teu tempo e, portanto, poderás dar mais glória a Deus, trabalhando mais ao seu serviço” disse São Josemaria. Costumamos sair sós um fim-de-semana em cada seis meses, e almoçar juntos regularmente durante a semana.
No caso dos filhos, é indispensável que notem que o pai lhes dedica tempo. O que eu costumo fazer é sair para comer um gelado com cada um, ou simplesmente passear. Deste modo, cada um deles tem a oportunidade de sentir-se “filho único”, apesar de serem muitos irmãos. Também é importante ter disponibilidade de os ir buscar à saída das suas actividades, sejam de tarde ou à noite, segundo a idade, porque costuma ser uma boa oportunidade para conversar, aproveitando o facto de virem contentes e descontraídos. Isto é válido para todas as idades, porque convém que se habituem desde pequenos a conversar com o pai.
Habituar os filhos a certas práticas de piedade, de maneira que as encarem como uma coisa natural. Em casa, além de irmos à Missa aos domingos, costumamos abençoar a mesa e rezar o Angelus ao meio-dia. Também temos o costume de nos despedirmos à noite, cada um no seu quarto, pondo-lhes água benta na testa. É um rito importante, que as crianças apreciam, e inclusive exigem.

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