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Em Cabo Verde pela quarta vez
10 Outubro 2009

Olhamos para trás, para o que foi feito nestes anos, olhamos para as próximas edições do Projecto, olho sobretudo para cada voluntária e agradeço a S. Josemaria os horizontes de serviço que nos abriu com os seus ensinamentos e que tão bem expressou no primeiro ponto do Caminho: “Que a tua vida não seja uma vida estéril. - Sê útil. - Deixa rasto. - Ilumina com o resplendor da tua fé e do teu amor”.
Preparando o Projecto…

A angariação de fundos e de material médico e escolar, entregue às instituições locais, foi, como acontece todos os anos, uma aventura, levada a bom termo graças ao trabalho de todas as voluntárias e à generosidade de muitas empresas e pessoas a título individual.
“Centro de operações”

No dispensário médico sem mãos a medir
No dispensário médico, montado em duas salas de uma Escola, foram atendidas por 3 médicas, 1 enfermeira e várias estudantes de medicina e enfermagem mais de 700 pessoas.
Grande parte dos utentes vive nas chamadas Barracas, um bairro periférico da vila construído sem as mínimas condições de habitabilidade e ocupado sobretudo por imigrantes que chegam à ilha com esperança de conseguir trabalho. À Mariana, veterana nesta aventura, comoveu-a a alegria com que os doentes a cumprimentavam, agradecendo a oportunidade de uma nova consulta.

Organizaram-se aulas de inglês e culinária, e a adesão da população, sobretudo do bairro das Barracas, foi surpreendente: houve necessidade de desdobrar as turmas, sendo os alunos quase todos adultos com grande interesse por melhorar a sua formação.
O curso de auto-negócios, inicialmente previsto para um grupo de 20 alunos, também viu as expectativas superadas e contou com mais de 80. Uma verdadeira enchente que exigiu das voluntárias uma grande flexibilidade e capacidade de adaptação, além de grande espírito de entrega.
Um grupo de professores assistiu com enorme interesse a um curso de formação em língua portuguesa, e outro a algumas sessões sobre gestão de escolas.
Na Biblioteca também trabalhou diariamente um grupo de voluntárias. Graças ao empenho da Filipa e da Fátima ficaram a funcionar os computadores parados, e deu-se início à catalogação dos livros existentes.
Para os mais novos e menos novos
As actividades para os mais novos abrangeram praticamente todas as crianças da vila: diariamente mais de 200 passaram a manhã na escola em actividades de teatro, dança, artes manuais, “volta ao mundo”, “hora do conto” e jogos. À tarde a prioridade foi a educação ambiental, levada a cabo através de recolha de lixo, jogos pedagógicos e pintura de murais com mensagens relativas à protecção do ambiente.
Ainda houve tempo para passar uma tarde com os idosos do Centro de dia.
O Projecto encerrou com uma festa para toda a vila.
Houve também cooperação com as autoridades locais e formação de líderes locais que possam dar continuidade ao trabalho realizado nestes dias. É um trabalho lento mas que trará frutos duradouros.
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