Perguntas e respostas
Escrivá dava conselhos políticos aos seus seguidores?
4 Abril 2011
Como conta Salvador Bernal no seu livro sobre o Fundador do Opus Dei, nos finais de 1934 ou em Janeiro de 1935, José Luis Múzquiz – que viria a ser um dos primeiros membros do Opus Dei – teve uma entrevista com o Pe. Josemaria Escrivá, de quem um amigo seu lhe tinha falado. Foi “com certa curiosidade por saber o que era aquela fundação (…) e o que pensaria aquele sacerdote da situação política e personalidades políticas que mais actuavam então em Espanha”. Porque, naquela época turbulenta de guerra, era normal que os sacerdotes dessem a sua opinião sobre política. para surpresa sua, o Pe. Josemaria falou-lhe, desde o início, em tom sobrenatural, sacerdotal, apostólico. No entanto, José Luis Múzquiz pediu-lhe a opinião sobre um líder político conhecido, com quem simpatizava naquele momento. O Fundador do Opus Dei respondeu-lhe imediatamente que ali nunca lhe falariam de política, que, à residência, iam pessoas de todas as tendências. “Ontem”, acrescentou a título de exemplo, “estiveram aqui o presidente e o secretário da associação de estudantes de nacionalistas bascos”. A seguir, como para reforçar mais o seu critério, acrescentou sorrindo: “Mas hão-de fazer perguntas “incómodas”: Preguntar-te-ão se fazes oração, se dás alegrias aos teus pais, se estudas, porque para um estudante, estudar é uma obrigação grave”.
Esta recordação é em tudo semelhante àquela que conserva Ricardo Fernández Vallespín da sua primeira entrevista pessoal com o Pe. Josemaria em 29 de Maio de 1933: “Falou-me das coisas da alma, não de problemas políticos; aconselhou-me, animou-me a ser melhor”. Algum tempo depois, Fernández Vallespín pediu a admissão na Obra: “Metia-nos, com infinita paciência, pelos caminhos de vida espiritual, nunca nos falava de política, dizia-nos que tínhamos de ser santos no meio do mundo.”
Salvador Bernal, Mons. Josemaría Escrivá de Balaguer, Apontamentos sobre a vida do Fundador do Opus Dei, trad. portuguesa, Lisboa, Prumo, 1978, p. 298.
Ver:
- Que espécie de pensamento político tinham os primeiros membros do Opus Dei?
Responde:
www.josemariaescriva.info
Esta recordação é em tudo semelhante àquela que conserva Ricardo Fernández Vallespín da sua primeira entrevista pessoal com o Pe. Josemaria em 29 de Maio de 1933: “Falou-me das coisas da alma, não de problemas políticos; aconselhou-me, animou-me a ser melhor”. Algum tempo depois, Fernández Vallespín pediu a admissão na Obra: “Metia-nos, com infinita paciência, pelos caminhos de vida espiritual, nunca nos falava de política, dizia-nos que tínhamos de ser santos no meio do mundo.”
Salvador Bernal, Mons. Josemaría Escrivá de Balaguer, Apontamentos sobre a vida do Fundador do Opus Dei, trad. portuguesa, Lisboa, Prumo, 1978, p. 298.
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