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Ritmo para o tempo que passa
Maria Teresa Dias Furtado (Portugal): "A figura de São Josemaria tem-me inspirado desde a juventude, tanto na vida como na criação poética."
Ritmo para o tempo que passa
Como um gigante
atravessou o século
e entrou na eternidade.
Deixou um sulco de luz
para que se expandisse
na trama do trabalho
no universo da relação.
Do colóquio vindo
das profundezas
nasceu a casa
a árvore imensa
a que todos podem abrigar-se.
Da sua feliz fidelidade
filial confiança
nascem os inumeráveis
sins da liberdade.
E um manto de estrelas
cobre o mundo
um vestido solar nos envolve
um rosto nos contempla
e os olhos o ser inteiro
se prendem ao seu olhar:
sem descanso e sem cansaço
no labor silencioso ou
no tecido de outras vozes
as mãos e a mente
dão-se à diligente construção
que ao alto se dirige
em todos os caminhos luminosos.
Lisboa, Outubro de 2002, Livro de Ritmos. Poesia. Fafe, Editora Labirinto, 2007, p.71

Maria Teresa D. Furtado
Ritmo para o tempo que passa
Como um gigante
atravessou o século
e entrou na eternidade.
Deixou um sulco de luz
para que se expandisse
na trama do trabalho
no universo da relação.
Do colóquio vindo
das profundezas
nasceu a casa
a árvore imensa
a que todos podem abrigar-se.
Da sua feliz fidelidade
filial confiança
nascem os inumeráveis
sins da liberdade.
E um manto de estrelas
cobre o mundo
um vestido solar nos envolve
um rosto nos contempla
e os olhos o ser inteiro
se prendem ao seu olhar:
sem descanso e sem cansaço
no labor silencioso ou
no tecido de outras vozes
as mãos e a mente
dão-se à diligente construção
que ao alto se dirige
em todos os caminhos luminosos.
Lisboa, Outubro de 2002, Livro de Ritmos. Poesia. Fafe, Editora Labirinto, 2007, p.71
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