São Josemaria Escrivá. Fundador do Opus Dei
 

O sentido da dor

Eu te vou dizer quais são os tesouros do homem na Terra, para que os não desperdices: fome, sede, calor, frio, dor, desonra, pobreza, solidão, traição, calúnia, cárcere...
Caminho, 194

Resposta definitiva
Em face dessas penas, o cristão só tem uma resposta autêntica, uma resposta definitiva: Cristo na Cruz, Deus que sofre e que morre, Deus que nos entrega o seu Coração, aberto por uma lança, por amor a todos. Nosso Senhor abomina as injustiças e condena quem as comete. Mas, como respeita a liberdade das pessoas, permite que existam. Deus Nosso Senhor não causa a dor das criaturas, mas tolera-a como parte que é - depois do pecado original - da condição humana. E, no entanto, o seu Coração, cheio de amor pelos homens, levou-O a tomar sobre os seus ombros, juntamente com a Cruz, todas essas torturas: o nosso sofrimento, a nossa tristeza, a nossa angústia, a nossa fome e sede de justiça.
Cristo que passa, 168

Os sofrimentos unem a Cristo
Se sentis, diante da realidade do sofrimento, que a vossa alma vacila algumas vezes, o remédio que tendes é olhar para Cristo. A cena do Calvário proclama a todos que as aflições hão-de ser santificadas, se vivermos unidos à Cruz.

Porque as nossas tribulações, cristãmente vividas, se convertem em reparação, em desagravo, em participação no destino e na vida de Jesus, que voluntariamente experimentou, por amor aos homens, toda a espécie de dores, todo o género de tormentos. Nasceu, viveu e morreu pobre; foi atacado, insultado, difamado, caluniado e condenado injustamente; conheceu a traição e o abandono dos discípulos; experimentou a solidão e as amarguras do suplício e da morte. Ainda agora, Cristo continua a sofrer nos seus membros, na Humanidade inteira que povoa a Terra e da qual Ele é Cabeça e Primogénito e Redentor.
Cristo que passa, 168

Frequentar a cadeira da dor
Todo um programa para frequentar com aproveitamento a cadeira da dor, nos é dado pelo Apóstolo: "spe gaudentes" - na esperança, alegres; "in tribulatione patientes" - pacientes, na tribulação; "orationi instantes" - na oração, perseverantes.
Caminho, 194

Une a dor - a Cruz exterior ou interior - com a Vontade de Deus, por meio de um "fiat!" generoso, e encher-te-ás de alegria e de paz.
Forja, 771

Bendita seja a dor. - Amada seja a dor. Santificada seja a dor... - Glorificada seja a dor!
Caminho, 208

Sofrer com alegria
Se unirmos as nossas bagatelas - as insignificantes e as grandes contradições - aos grandes sofrimentos de Nosso Senhor, Vítima - a única Vítima é Ele! -, aumentará o seu valor, tornar-se-ão num tesouro e, então, pegaremos com gosto, com garbo, na Cruz de Cristo.
- E assim não haverá pena que não se vença com rapidez; e não haverá nada nem ninguém que nos tire a paz e a alegria.
Forja, 785

Face à dor alheia
Não passes indiferente ante a dor alheia. Essa pessoa - um parente, um amigo, um colega, esse que não conheces... - é teu irmão.
- Lembra-te do que relata o Evangelho, e que tantas vezes leste com pena: nem sequer os parentes de Jesus se fiavam d'Ele! - Procura que não se repita a cena.
Sulco, 251

Com a ajuda de Maria
Admira a firmeza de Santa Maria: ao pé da Cruz, com a maior dor humana - não há dor como a sua dor - cheia de fortaleza.
- E pede-lhe dessa firmeza, para que saibas também estar junto da Cruz.
Caminho, 508

Não estás sozinho. Nem tu nem eu podemos encontrar-nos sozinhos. E, menos ainda, se vamos a Jesus por Maria, pois é uma Mãe que nunca nos abandona.
Forja, 249


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