São Josemaria Escrivá. Fundador do Opus Dei - Opus Dei: vida, obras e mensagem de São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei. Fotos, Videos, Testemunhos do Brasil e Portugal. O que é Opus Dei: um caminho de santidade que coloca o trabalho e as circunstancias habituais no centro do encontro pessoal com Deus. http://www.pt.josemariaescriva.info/ <![CDATA[Papa canoniza Francisco e Jacinta em Fátima a 13 de maio]]> Com a canonização, os dois beatos Francisco e Jacinta, serão os mais jovens santos da Igreja Católica.
Beatificados pelo Papa João Paulo II, em Fátima, em 13 de maio de 2000, a canonização dos dois irmãos estava dependente da aprovação, pelo Papa, do reconhecimento de um milagre, a cura de uma criança brasileira, o que aconteceu a 23 de março.

De pastorinhos a santos
Francisco e Jacinta faleceram ainda crianças, pouco depois de, com a sua prima Lúcia de Jesus (1907-2005), terem presenciado as aparições de Nossa Senhora em Fátima, entre maio e outubro de 1917.
Oriundos de uma humilde família de Aljustrel (na paróquia de Fátima), no seio da qual aprenderam a doutrina cristã, as duas crianças começaram a pastorear o rebanho dos pais em 1916, atividade no âmbito da qual vieram a assistir às "aparições" de um anjo, nesse ano, e da Virgem Maria, no ano seguinte.

Em 1917, Jacinta Marto, sétima e última filha de Manuel Pedro Marto e de Olímpia de Jesus, tinha 7 anos (nasceu em 11 de março de 1910) e o irmão (Francisco), penúltimo filho do casal, 8 anos (11 de junho de 1908).
Depois de se espalhar a notícia das "aparições", as crianças passaram a ser rodeadas pela atenção de curiosos, que lhes pediam para descrever o que viram ou que pedissem para interceder por eles a Nossa Senhora.
"Pela conversão dos pecadores", os três faziam penitências, não bebendo água quando tinham sede, ou repartindo a merenda com pobres que encontravam. Rezavam também o terço e repetiam, vezes sem conta, as orações que o Anjo lhes tinha ensinado.
No outono do ano seguinte, Jacinta foi atingida pela "pneumónica", sendo, alguns meses depois internada no hospital de Ourém e, mais tarde, no início de fevereiro, no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa, onde faleceu (20 de fevereiro de 1920), pouco antes de completar 10 anos de idade.
A mesma epidemia bronco-pneumónica também afetou Francisco Marto, que faleceu antes da irmã (4 de abril de 1919), cerca de dois meses antes de completar 11 anos de idade.

Em 13 de maio de 2000, durante a sua terceira e última deslocação ao Santuário de Fátima (as outras visitais ocorreram em 1982 e em 1991), o mesmo papa beatificou as duas crianças, que agora vão ser canonizadas pelo Santo Padre Francisco, em Fátima, a 13 de maio. Data do centenário da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima
A cura da criança brasileira, agora considerada milagre pela Igreja Católica, permitirá tornar santos os dois beatos de Fátima.

Para saber mais: Fátima
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<![CDATA[O lugar da Ascensão]]> Pegadas da nossa fé


Jesus Cristo realizou a obra da redenção humana principalmente pelo mistério da sua paixão, da sua ressurreição de entre os mortos e da sua gloriosa ascensão (Cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 1067). Dispomo-nos a considerar o último destes episódios, que marca o fim da sua vida terrena. Desde o Nascimento em Belém, ocorreram muitas coisas: encontrámo-lo num berço, adorado por pastores e por reis; contemplámo-lo longos anos em trabalho silencioso, em Nazaré; acompanhámo-lo através das terras da Palestina, pregando aos homens o Reino de Deus e fazendo o bem a todos. E mais tarde, nos dias da sua Paixão, sofremos ao presenciar como o acusavam, com que rancor o maltratavam, com quanto ódio o crucificavam.

À dor, seguiu-se a alegria luminosa da Ressurreição. Que fundamento tão claro e firme para a nossa fé! Já não deveríamos duvidar. Mas talvez como os Apóstolos, sejamos ainda débeis e, nesse dia da Ascensão, perguntemos a Cristo: É agora que vais restaurar o reino de Israel? Será agora que vão desaparecer, definitivamente, todas as nossas perplexidades e todas as nossas misérias? O Senhor responde-nos subindo aos céus
(Cristo que passa, n. 117).

Os relatos bíblicos são muito sucintos sobre este acontecimento que afirmamos no Credo. São Marcos, depois de narrar algumas aparições de Cristo ressuscitado aos seus discípulos, acrescenta: o Senhor, depois de assim lhes ter falado, elevou-Se ao céu e foi sentar-se à direita do Pai (Mc 16, 19). São Lucas, tanto no Evangelho como nos Atos dos Apóstolos, acrescenta alguns detalhes da cena: depois, levou-os até junto de Betânia e, erguendo as Suas mãos, abençoou-os. E enquanto os abençoava, separou-Se deles e começou a elevar-se ao céu. E eles adoraram-no (Lc 24, 50-52). Estavam a olhar atentamente para o céu enquanto ele subia, quando se apresentaram diante deles dois homens com vestes brancas que disseram:

- Homens da Galileia, porque estais aí parados olhando para o céu? Esse Jesus que, separando-Se de vós, foi arrebatado ao céu virá do mesmo modo que o vistes ir para o céu.

Então, voltaram para Jerusalém, pelo monte chamado das Oliveiras, que dista de Jerusalém a jornada de um sábado (Act 1, 10-12).

De acordo com estes dados, a tradição situa a Ascensão no cimo da colina central do monte das Oliveiras, a pouco mais de um quilómetro da cidade, em direção a Betfagé e Betânia. Nessa elevação, de uns 800 metros de altitude, foi construída uma igreja durante a segunda metade do século IV. Segundo várias fontes, a iniciativa partiu da nobre patrícia Poemenia, que tinha ido de Constantinopla, em peregrinação, à Terra Santa. Esse santuário era conhecido com o nome de Imbomon. Graças a Egéria, sabemos que os fiéis de Jerusalém se reuniam nesse lugar para algumas cerimónias na Semana Santa e no dia de Pentecostes.

Da mesma maneira que o Santo Sepulcro e outros edifícios de culto da Palestina, o Imbomon sofreu danos quando da invasão dos persas, no ano 614, e foi posteriormente restaurado pelo monge Modesto. Contamos com uma valiosa descrição transmitida pelo bispo Arculfo, que o visitou pelo ano 670: trata-se de uma igreja redonda com três pórticos no interior, e uma capela também redonda no centro, não fechada com abóbada ou telhado, mas sim a céu aberto para lembrar aos peregrinos a cena da Ascensão; na parte oriental desse espaço havia um altar protegido por uma pequena cobertura, e no meio uma rocha muito venerada, pois os fiéis consideravam-na o último lugar onde o Senhor tinha pousado os pés, e reconheciam as suas pegadas impressas na pedra (Cf. Adamnano, De locis sanctis, 1, 23 (CCL 175, 199-200).

O santuário foi reformulado durante a época dos cruzados, quando uma parte se converteu em mosteiro dos Cónegos Regulares de Santo Agostinho. No século XIII, os muçulmanos arrasaram todos os edifícios exceto a capela central – é a que chegou até nós – e posteriormente levantaram ao lado uma mesquita. Se bem que o lugar faça parte ainda hoje das propriedades do waqf – instituição religiosa islâmica –, na solenidade da Ascensão é permitido celebrar ali a Santa Missa: é um direito que os franciscanos da Custódia da Terra Santa obtiveram das autoridades otomanas.

A capela ergue-se no centro de um recinto octogonal, circundado por um muro onde ainda são visíveis algumas bases das colunas do período dos cruzados. Segundo os estudos arqueológicos, a pequena igreja, também octogonal, apresenta a planta um pouco deslocada em relação à construção bizantina; mesmo assim, cumpre a mesma função: preservar a memória das pegadas de Jesus e da sua Ascensão. No exterior, têm particular interesse artístico os arcos e as colunas, rematadas com capitéis finamente esculpidos, pois são originais do século XII; o ‘tambor’, a cúpula e o fecho dos vãos com muros de pedra foram acrescentados mais tarde. No interior, uma abertura no pavimento, assinalada por quatro peças de mármore, deixa ver a rocha venerada.

Entrada definitiva
O mistério da Ascensão abrange um facto histórico e um acontecimento de salvação. Como facto histórico, «marca a entrada definitiva da humanidade de Jesus no domínio celeste de Deus de onde há-de voltar, mas que, entretanto, o oculta aos olhos dos homens» (Catecismo da Igreja Católica, n. 665).

Ao considerar esta cena, São Josemaria chamava a atenção, muitas vezes, para a despedida do Senhor: como os Apóstolos, permanecemos entre admirados e tristes ao ver que nos deixa. Não é fácil, na realidade, acostumar-se à ausência física de Jesus. Comove-me recordar que, num gesto magnífico de amor, foi-se embora e ficou: foi para o Céu e entrega-Se-nos como alimento na Hóstia Santa. Sentimos no entanto a falta da sua palavra humana, do seu modo de atuar, de olhar, de sorrir, de fazer o bem. (…) Sempre me pareceu lógico – e me encheu de alegria – que a Santíssima Humanidade de Jesus Cristo subisse à glória do Pai, mas penso também que esta tristeza, própria do dia da Ascensão, é uma prova do amor que sentimos por Jesus, Senhor Nosso. Ele, sendo perfeito Deus, fez-se homem, perfeito homem, carne da nossa carne e sangue do nosso sangue, mas separou-se de nós para ir para o Céu. Como é que não havemos de sentir a sua falta? (Cristo que passa, n. 117).

Como acontecimento de salvação, a entrada de Cristo ressuscitado no Céu manifesta o nosso destino definitivo: «Jesus Cristo, Cabeça da Igreja, precede-nos no Reino glorioso do Pai para que nós, membros do seu corpo, vivamos na esperança de estar um dia eternamente com Ele» (Catecismo da Igreja Católica, n. 666). O Papa Francisco a poucas semanas de ter sido eleito, fazia-nos refletir sobre este significado da Ascensão e sobre as suas consequências na vida de cada cristão. O seu ponto de partida era a última peregrinação de Jesus a Jerusalém, quando compreende que se aproxima a Paixão: «enquanto sobe à Cidade santa, de onde terá lugar o êxodo desta vida. Jesus vê já a meta, o Céu, mas sabe bem que o caminho que o leva a chegar à glória do Pai passa pela Cruz, através da obediência ao desígnio divino de amor pela humanidade. O Catecismo da Igreja Católica afirma que “a elevação na cruz significa e anuncia a elevação da Ascensão ao céu” (n. 662).Também nós devemos ter claro, na nossa vida cristã, que entrar na glória de Deus exige a fidelidade quotidiana à sua vontade, também quando requer sacrifício, requer às vezes mudar os nossos programas» (Francisco, Audiência geral, 17-IV-2013).

Comentando estas palavras, o Padre recordava: não esqueçamos, filhas e filhos que não há cristianismo sem Cruz, não há verdadeiro amor sem sacrifício, e tratemos de ajustar a nossa vida diária a esta realidade gozosa, porque significa dar os mesmos passos que seguiu o Mestre (Javier Echevarría, Carta. 1-V-2013).

Na mesma audiência, o Papa também tirava um ensinamento do sítio escolhido pelo Senhor para a sua partida: «A Ascensão de Jesus tem lugar concretamente no Monte das Oliveiras, perto do lugar onde se tinha retirado em oração antes da Paixão para permanecer em profunda união com o Pai: uma vez mais vemos que a oração nos dá a graça de viver fiéis ao projeto de Deus
(Francisco, Audiência geral, 17-IV-2013).

Jesus subiu aos céus, dizíamos. Mas o cristão pode, na oração e na Eucaristia, conviver com Ele nos mesmos moldes dos primeiros doze, abrasar-se no seu zelo apostólico, para com Ele fazer um serviço de co-redenção, que é semear a paz e a alegria (Cristo que passa, n. 120).


São Lucas refere que os Apóstolos, depois de se despedirem do Senhor, voltaram para Jerusalém com grande alegria (Lc 24, 52). Essa reação só se explica pela fé, pela confiança; os discípulos compreenderam que, ainda que não vejam mais a Jesus, «permanece para sempre com eles, não os abandona e, na glória do Pai, os sustenta, os guia e intercede por eles» (Francisco, Audiência geral, 17-IV-2013).

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<![CDATA[Decenário ao Espírito Santo]]> O Decenário do Espírito Santo é um antigo costume com o qual a Igreja anima os fiéis a preparar o melhor possível a vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes, 7 semanas depois da Ressurreição de Jesus.

Apresentamos algumas orações ao Espírito Santo para preparar a festa de Pentecostes em formato pdf

Começa 10 dias antes da festa, isto é, no dia da Ascensão. Nesse dia Jesus prometeu aos discípulos que lhes enviaria o Paráclito.

O fundador do Opus Dei descreve assim este momento da história da Igreja: “pensemos agora nos dias que se seguiram à Ascensão, à espera do Pentecostes. Os discípulos cheios de fé pelo triunfo de Cristo ressuscitado (e ansiosos pelo Espírito Santo prometido), querem sentir-se unidos, e encontramo-los cum Maria Matre Iesu, com Maria, Mãe de Jesus. A oração dos discípulos acompanha a oração de Maria: era a oração de uma família unida”.
(Cristo que passa, n. 141).

D. Álvaro del Portillo conta que “precisamente porque a Terceira Pessoa da Trindade é menos invocada, o nosso Padre tinha por ele uma devoção especial. Não tenho dúvida em afirmar que o Padre foi, na sua pregação, um grande arauto da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade”.

“Contou-me muitas vezes que, desde 1926 ou 1927, tinha vivido com muita intensidade a devoção à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Fazia todos os anos o Decenário do Espírito Santo, utilizando o livro de Francisca Javiera del Valle. Em abril de 1934 compôs uma oração ao Paráclito que entregou, manuscrita, a Ricardo Fernández Vallespín, então diretor da Residência do Opus Dei”.

“O Espírito Santo realiza no Mundo as obras de Deus. Como diz o hino litúrgico, é dador das graças, luz dos corações, hóspede da alma, descanso no trabalho, consolo no pranto. Sem a sua ajuda nada há no homem que seja inocente e valioso, pois é Ele que lava o que está sujo, que cura o que está doente, que aquece o que está frio, que corrige o extraviado, que conduz os homens ao porto da salvação e do gozo eterno”.
(Cristo que Passa, n.130).]]>
<![CDATA[Rezar o terço]]> São Josemaria aconselhava a ter intimidade com Nossa Senhora rezando o Terço, manifestação de amor.
“O Rosário é uma oração muito grata a Maria Santíssima, a Nossa Senhora”, costumava dizer.
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<![CDATA[Fátima]]> Aparições de Nossa Senhora em Fátima



Fátima era, em 1917, um pequena localidade rural com cerca de 2500 habitantes, em plena serra de Aire, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Numa das casinhas vivia Lúcia de Jesus, de 10 anos, e perto viviam os seus primos Francisco e Jacinta de 9 e 7 anos.



Por volta do meio-dia de 13 de Maio de 1917, na Cova da Iria, depois de terem rezado o Terço, como habitualmente faziam, quando brincavam a fazer uma casinha de pedras soltas, no local onde se encontra situada a basílica, de repente viram uma luz brilhante; pensando que era um relâmpago decidiram ir-se embora, mas um pouco mais abaixo outro relâmpago iluminou o espaço e viram aparecer sobre uma azinheira, onde se encontra agora a Capelinha das aparições, “uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o Sol” das suas mãos pendia um rosário branco

A Senhora disse aos pastorinhos que era preciso rezar muito e pediu-lhes que voltassem ali nos cinco meses seguintes, no dia 13, à mesma hora. Disse-lhes para rezarem o Terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra. No dia 13 de Junho pediu-lhes novamente que rezassem o Terço e que aprendessem a ler. Disse-lhes que a Jacinta e o Francisco iriam em breve para o Céu. A Lúcia ficaria para estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria – e mostrou-lhes o seu Coração rodeado de espinhos. A 13 de Julho mostrou-lhes o inferno “para onde vão as almas dos pobres pecadores”.

A 19 de agosto a aparição deu-se no lugar dos Valinhos, a uns 500 metros de Aljustrel, porque no dia 13 as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Município para Vila Nova de Ourém.

No dia 13 de Outubro havia já uma multidão de cerca de 70 mil pessoas. Nossa Senhora disse-lhes que era a Senhora do Rosário e renovou o pedido de rezarem o Terço todos os dias. Pediu também que fizessem ali uma Capela em sua honra. Depois da aparição, durante cerca de 10 minutos, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em julho e setembro: o sol, parecendo um disco de prata que se podia fitar, girava sobre si mesmo como se fosse uma roda de fogo que fosse precipitar-se sobre a terra.

Desde então as três crianças viveram intensamente as indicações de Nossa Senhora. A Jacinta e o Francisco adoeceram e vieram a morrer pouco depois, oferecendo todos os seus sofrimentos pela conversão dos pecadores e para consolar Jesus. Lúcia ingressou mais tarde num convento de irmãs doroteias e depois no Carmelo de Coimbra, tendo morrido com fama de santidade no dia 13 de Fevereiro de 2005.
Jacinta e Francisco foram beatificados pelo Papa João Paulo II, em Fátima, no dia 13 de Maio de 2000.


S. Josemaria em Fátima: maio de 1967
S. Josemaria Escrivá foi pela primeira vez a Fátima a 6 de Fevereiro de 1945 – dizia que “tinha sido a Virgem Santíssima que lhe tinha aberto as portas de Portugal”[1]. De facto, foi a pedido da irmã Lúcia, então a viver em Tuy, que veio a Portugal e, concretamente, a Fátima, em Fevereiro de 1945, quando não tinha planeado essa visita para tão cedo. Voltou depois por diversas vezes a este santuário mariano, impulsionado pelo seu grande amor a Nossa Senhora.

Em 9 de Maio de 1967, foi a sua oitava visita. Celebrava-se nesse ano, a 13 de Maio de 1967, o 50º aniversário das aparições de Nossa Senhora em Fátima aos três pastorinhos e o Santo Padre Paulo VI iria presidir às celebrações. A Igreja atravessava então uma fase difícil e São Josemaria rezava incessantemente para que se resolvessem os problemas que existiam, recorrendo à intercessão da Virgem Maria. Nesse ano saiu de Roma numa viagem de penitência e oração. Chegou ao santuário mariano de Lourdes a 22 de Abril. Aí invocou o auxílio e a proteção de Nossa Senhora. Rumando a Fátima, atravessou Espanha onde se encontrou com membros e amigos do Opus Dei, em reuniões de ambiente familiar, em várias cidades.

Chegou a Lisboa a 8 de Maio. No dia seguinte, logo de manhãzinha, seguiu para Coimbra. Aí visitou a irmã Lúcia no Carmelo dessa cidade). No início da tarde partiu para Fátima. Acompanhavam-no D. Álvaro del Portillo (seu primeiro sucessor), D. Javier Echevarría (atual Prelado do Opus Dei) e um pequeno grupo de sacerdotes e leigos[2]. O carro em que viajavam, dificilmente abria caminho por entre a multidão de peregrinos que iam a pé, pela mesma estrada, também para Fátima (não havia então auto-estrada até lá). De terço na mão, sob uma chuva miudinha, iam em verdadeiro espírito de penitência e oração, como ali pedira Nossa Senhora, 50 anos atrás. S. Josemaria sentiu-se comovido com a Fé daquelas pessoas e ouviram-no dizer: “Deus vos abençoe pelo amor que tendes à sua Mãe”. Assim que chegaram a Fátima, dirigiu-se de imediato à capelinha e ajoelhou-se aos pés da imagem de Nossa Senhora. Com um recolhimento que nada fazia distrair, numa atitude em que transparecia o diálogo amoroso de um filho com a sua mãe, rezou – pedia-lhe pelas intenções da Igreja. Após alguns instantes dirigiu-se à Basílica para fazer a visita ao Santíssimo Sacramento. Escreveu depois alguns postais para o Papa e para os seus filhos (assim tratava os membros do Opus Dei) nos vários cantos do mundo onde já se encontravam.

Vinha abrir o caminho ao “doce Cristo na Terra” como gostava de chamar ao Santo Padre com palavras de Santa Catarina de Sena. Deixou Portugal a 12 de Maio para que os seus filhos e amigos se sentissem livres de ir também juntar-se ao Papa Paulo VI, nas celebrações do cinquentenário das aparições. Aí puderam ouvir o próprio Papa dizer, na homilia da Santa Missa celebrada no Santuário: “A nossa primeira intenção é a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. (…) O Concílio despertou muitas energias no seio da Igreja; abriu perspectivas mais amplas no seio da sua doutrina, chamou todos os seus filhos a uma consciência mais clara, a uma colaboração mais íntima, a um apostolado mais activo. Desejamos firmemente que esses grandes benefícios e essa profunda renovação se conservem e desenvolvam. Que grande prejuízo seria, se uma interpretação arbitrária e não autorizada pelo Magistério da Igreja transformasse esse despertar numa inquietação dissolvente da sua configuração tradicional e constitucional, substituísse a teologia dos verdadeiros e grandes mestres por ideologias efémeras particulares, que querem eliminar da norma da fé tudo aquilo que mentalidades actuais muitas vezes privadas de luz verdadeiramente racional, não compreendem, não aceitam!”[3].

S. Josemaria voltaria posteriormente mais vezes a pedir a intercessão de Nossa Senhora ali, no Santuário de Fátima, a última em 1972.

1. Hugo de Azevedo, “Uma luz no mundo”, Lisboa, Ed. Prumo, 1988
2. Manuel Martínez, Josemaria Escrivá, Fundador do Opus Dei: peregrino de Fátima, Lisboa, Diel, 2002
3. Paulo VI, Homília, Fátima, 13-V-1967
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<![CDATA[Supera-te todos os dias]]> Breve video de S. Josemaria em que anima a não ter vergonha de ser "un pobre vaso de barro", com defeitos, mas lutaremos toda a vida para não os ter, até ao fim. Isso é amor". ]]> <![CDATA[Uma vontade que todos sentimos]]> Vídeo. Um senhor pregunta a S. Josemaria: "ao chegar o fim da tarde sentimos ao mesmo tempo a vontade de continuar a trabalhar ou ir para casa. O que nos recomenda?" ]]> <![CDATA[S. Josemaria é admirável]]> Ajuda-me em todas as dificuldades com que me deparo na vida. Graças a ele os momentos difíceis tornam-se mais fáceis. Basta mencionar carinhosamente que me ajudou a encontrar trabalho e a superar uma depressão grave. Conheci pessoas que me animaram. Graças a essas orações fiquei a saber que as coisas não são irremediavelmente más… Confiemos em Deus e nos seus servos que estão no céu, e tudo se resolverá! Rezemos e tudo nos será outorgado.]]> <![CDATA[Um amendoim]]> Um bisneto da minha irmã, com dois anos de idade, engoliu um amendoim o qual se alojou no pulmão. Esteve internado uma semana num hospital universitário de uma cidade na Alemanha onde a família vivia. Aí não conseguiram tirá-lo.
Entretanto, eu pedia a S. Josemaria que intercedesse junto do Senhor e da sua Santíssima Mãe, para que se salvasse.
Poucos dias mais tarde transferiram-no para um hospital de Berlim. No dia 11 de fevereiro do ano passado, festa de Nossa Senhora de Lourdes, extirparam o amendoim, e a criança não ficou com quaisquer sequelas. Agradeço a S. Josemaria este pequeno e grande favor.
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<![CDATA[29.5.1933]]> Depois de conversar com Ricardo Fernández Vallespin, estudante de Arquitetura, oferece-lhe um livro sobre a Paixão do Senhor. Como dedicatória escreve: “Que procures a Cristo, [...]]]> <![CDATA[Amar Nossa Senhora]]> Como podemos amar Nossa Senhora com o mesmo carinho que as crianças?]]> <![CDATA[Conta Twitter dedicada a São Josemaria ]]> Tweets by Sao_Josemaria ]]> <![CDATA[Vida de Fé]]> Quando lhe pedem que ensine a ter mais fé, S. Josemaria recorre ao Evangelho e convida a descobri-lo.]]>