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Testemunhos

Chegar ao céu a pintar!

Paola Grossi Gondi, pintora, Itália

1 Janeiro 2009

As obras de um artista – explica Paola – são o espelho dos seus pensamentos e das suas experiências pessoais. O artista interpela a realidade que o circunda, em busca da verdade e de respostas. Pessoalmente, na minha pintura, quis reflectir sobre aquilo que sempre me tocou: os pormenores. As minhas pinturas são enquadramentos precisos e bem delimitados de um pequeno espaço. Muitas vezes são espaços do quotidiano, vistos em situações de grande normalidade, por exemplo caminhando pela rua ou observando o interior de um quarto.

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Quando é um menino que sofre

Léon Tshilolo, Pediatra e hematologista, República Democrática do Congo

1 Janeiro 2009

No Congo há uma doença de sangue hereditária que afecta quase 2% das crianças recém nascidas, a Drepanocitose ou Anemia de células falciformes (SSA). Esta doença caracteriza-se principalmente por crises de dor, anemia e infecções graves, e apresenta uma taxa de mortalidade muito elevada, especialmente entre os recém nascidos.

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Uma aventura maravilhosa

Mariana González e Germán Iramendi, professora e funcionário bancário, Uruguai

1 Janeiro 2009

São Josemaria é o “culpado” de ter tornado a nossa vida, de noivos primeiro, e de casados agora, numa “aventura maravilhosa”.

Durante o namoro seguimos o seu conselho: “que vos queirais, que vos cuideis, que vos conheçais; digo-vos que vos respeiteis mutuamente, como se cada um fosse um tesouro que pertence ao outro...”. É certo que viver o namoro com integridade custa, mas vale a pena. Temos de aproveitar esse tempo para falar. E falar de quê? De tudo e de nada, do importante e do trivial, e assim, depois, na lua-de-mel, não haverá “surpresas”. Se os noivos, em vez de falarem, empregam esse tempo em manifestações de afecto próprias do casamento, não chegarão provavelmente a conhecer-se bem. Era um encanto passar horas a falar juntos do nosso futuro: onde iríamos viver, quantos filhos teríamos, como os haveríamos de educar. Chegámos a falar de colégios, e até nos pusemos a antecipar como seria a nossa convivência diária, em que ponto cada um deveria ceder, no que podíamos mudar, e muitas mais coisas. Procurámos conhecer também os defeitos do próprio e do outro para que, como dizia o Padre “... ameis todos os defeitos mútuos que não são ofensa a Deus!”.

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Cidadãos que valorizam o amor

Vittorio Gervasi, Roma, Itália

1 Janeiro 2009

O casamento é uma etapa tão importante que requer uma preparação muito cuidada, vivendo com empenho os conselhos que S. Josemaria repetia aos jovens que se decidiam por esse caminho.

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Através da mensagem de uma estampa

Anastasia Ngumuta, médica e dona de casa, Nairobi, Quénia

1 Janeiro 2009

Sou médica numa clínica privada de Nairobi, Quénia. Sou casada e tenho quatro filhos de 24, 23, 20 e 11 anos e meio.

Nasci e fui criada numa zona rural do distrito de Machakos do Quénia. O meu pai tinha um trabalho humilde em Nairobi e durante a maior parte do tempo, os meus sete irmãos e eu vivíamos com a nossa mãe. A minha mãe trabalhava arduamente no campo numa zona semi-árida. Ensinaram-nos às minhas irmãs e a mim a trabalhar muito e a valorizar a vida familiar: éramos uma família feliz.

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São Josemaria, fonte de inspiração

Palmira Laguéns

1 Janeiro 2009

Em Torreciudad, santuário de Nossa Senhora construído por desejo e impulso de São Josemaria, existe um velho caminho que os antigos peregrinos percorriam quando se dirigiam à velha ermida, ao longo do qual agora se localizam espaçadamente catorze cenas, em grupos de duas, das dores e alegrias de São José, em painéis de azulejo, que representam os principais momentos da vida do Santo Patriarca e da Sagrada Família.

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O meu trabalho é a família

Luciana Allora, assistente familiar

1 Janeiro 2009

O meu trabalho, gosto de lhe chamar assim, é a família, porque a minha ocupação profissional são os trabalhos que se denominam domésticos. São Josemaria Escrivá sempre apreciou muito e definiu como fundamental o conjunto das actividades domésticas porque contribuem de modo determinante para criar um clima, um ar de família, lares luminosos e alegres, como costumava dizer. Clima, ambiente de alegria, e luminosidade não são algo sensível, mas sim fruto de uma infinidade de detalhes e de pequenas coisas materiais que são expressão do afecto, doação de si, do próprio tempo, com esforço pessoal, por amor aos outros.

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O homem enfrenta-se na arte com o mistério da vida

Hans Thomas, Director do Lindenthal-Institut, Colónia, Alemanha

1 Janeiro 2009

Um dos aspectos centrais da mensagem de São Josemaria refere-se à santificação do trabalho. Como pode aplicar-se este aspecto ao âmbito concreto da arte?
Qualquer trabalho humano é uma participação do poder criador de Deus. Mas este facto é especialmente patente na criação artística. A arte brota necessariamente de uma actividade contemplativa e por isso implica sempre uma visão do mundo. E comunica-a aos outros. Ao contemplar as pinturas primitivas das grutas de Lascaux, um autor distante da fé cristã, Georges Bataille, escreveu que o homem chegou a ser homem não tanto como “homo faber” mas como “homo artifex”, porque na arte reflecte o que pensa sobre a morte, enfrenta-se com o mistério da vida. Na sua “Carta aos artistas”o Papa João Paulo II escreve que na “criação artística” o homem revela-se mais do que nunca “imagem de Deus” exercendo um domínio criativo sobre o universo que o rodeia”. Aplica-se também, contudo, a máxima “corruptio optimi pessima”.

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A minha carapaça foi-se desmoronando

Lúcia Vanrell, estudante, Uruguai

1 Janeiro 2009

O meu nome é Lúcia Vanrell, tenho 20 anos e sou estudante de Bioquímica na Faculdade de Ciências da Universidade da República do Uruguai. Pertenço a uma família de forte tradição católica, mas depois de ter feito a Primeira Comunhão, ao entrar na adolescência, comecei a afastar-me de Deus.

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Construindo uma cultura da vida

Dolores Voltas Baró, médica endocrinologista, vogal da Sociedade Catalã de Bioética, da Academia das Ciências Médicas da Catalunha e Baleares, Espanha

1 Janeiro 2009

Em 1954 iniciei o curso de Medicina na Universidade de Barcelona. O meu irmão mais velho entusiasmou-me a transferir-me, no ano seguinte, para Navarra, onde começava uma universidade nova, e animei-me. Na realidade, não era ainda uma Universidade. O meu irmão, médico recém-licenciado, apresentou-me ao Prof. Jiménez Vargas que, depois de uma entrevista, me ofereceu um trabalho em Pamplona no Departamento de Fisiologia Humana do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC). Isto permitia-me custear a minha estadia ali. Solicitei também isenção de propinas, que me concederam pelo bom curriculum académico apresentado. Dois anos mais tarde regressei a Barcelona para terminar o curso. Mas recordo como se fosse ontem aqueles dois anos de Pamplona, que marcaram a minha vida para sempre.

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