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Testemunhos

Conheci um homem que sabia amar

Marlies Kücking, filóloga, Alemanha

1 Janeiro 2009

Nos 27 anos que decorreram desde o seu dies natalis, a 26 de Junho de 1975, muitas pessoas se terão interrogado sobre o “segredo” da sua vida: por que atraía tanto? Por que despertava nas pessoas que o escutavam, que liam e lêem os seus escritos, desejos de corresponder a Deus, de tratá-lo como um Pai, um Amigo, o Amor…, de lhe aproximar almas? Só há uma resposta – continua Marlies Kücking – Josemaria Escrivá atraía, certamente, pela sua forte personalidade que tinha sem dúvida, mas muito mais pelo amor de Deus que enchia a sua vida”.

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O “Caminho” para os corações e as mentes de milhões de pessoas

Evgenii Pazukhin, colaborador de programas de rádio, Rádio liberdade e Deutsche Welle, Rússia

1 Janeiro 2009

“Caminho é fruto da graça de Deus à qual o autor correspondeu com todo o seu coração e com toda a sua mente. E o livro é a consequência natural de encontros pastorais com muita gente, que ele promoveu. Daí surge o tom animado, a sua linguagem cuidada e os pequenos e inspirados fragmentos que constituem um mosaico muito bem concatenado. Não nos surpreende que “Caminho” alcançasse rapidamente uma enorme popularidade que se estende a todos confins da terra. O livro demonstrou realmente ser o caminho para os corações e as mentes de milhões de pessoas”.

São Josemaria, fonte de inspiração

Palmira Laguéns

1 Janeiro 2009

Em Torreciudad, santuário de Nossa Senhora construído por desejo e impulso de São Josemaria, existe um velho caminho que os antigos peregrinos percorriam quando se dirigiam à velha ermida, ao longo do qual agora se localizam espaçadamente catorze cenas, em grupos de duas, das dores e alegrias de São José, em painéis de azulejo, que representam os principais momentos da vida do Santo Patriarca e da Sagrada Família.

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Cuidou sempre de mim de um modo muito paternal

John Anthony Henry, Médico, Londres, Grã-Bretanha

1 Janeiro 2009

Conheci São Josemaria durante as suas estadias em Inglaterra nos verões de 1960, 1961 e 1962, pouco depois de pedir a admissão no Opus Dei. Mais tarde, vi-o numa breve viagem que fiz a Roma, a seu convite, por eu ter adoecido. Nestas ocasiões, impressionou-me o modo como sempre dava respostas claras e que elas ajudavam muito a quem quer que fizesse essas perguntas. A resposta que mais me impressionou foi a que deu à pessoa que lhe perguntou: “Qual é a coisa mais difícil que Nosso Senhor nos pede?” E a resposta, dada quase instantaneamente sem fazer dar tempo para pensar, foi: “Amar a todos por igual, sem excepção”. Sendo muito dinâmico, era também muito carinhoso e cheio de atenções. Cuidou sempre de mim de um modo muito paternal.

Para conhecer a verdade sobre si mesmo

Marta Brancatisano, escritora, Roma, Itália

1 Janeiro 2009

Josemaria Escrivá escreveu muito, desde muito novo, mas sem qualquer pretensão de tipo profissional. O início é marcado pelas catarinas, breves pensamentos passados para o papel com o objectivo de serem manifestação de uma experiência interior. Não há apuramento estilístico, nem auto-complacência: têm o estilo de um diário; o pensamento expande-se instantâneo, despojado, verdadeiro, como quem procura em si mesmo uma linha que o leve a conhecer – em Deus – a verdade sobre si mesmo. O resultado é um impacto forte no leitor.

Eu também podia chegar a ser santo

Roger Bissonnette, condutor de autocarros escolares. Quebeque, Canadá

1 Janeiro 2009

Eu praticava a fé, ia à Missa todos os domingos mas nunca me passou pela cabeça que pudesse procurar a santidade. Isso, pensava, é só para sacerdotes e religiosos. Mas quando a minha mulher me deu a ler algumas das homilias de São Josemaría, descobri que eu também podia chegar a ser santo. Foi uma grande novidade.

O homem enfrenta-se na arte com o mistério da vida

Hans Thomas, Director do Lindenthal-Institut, Colónia, Alemanha

1 Janeiro 2009

Um dos aspectos centrais da mensagem de São Josemaria refere-se à santificação do trabalho. Como pode aplicar-se este aspecto ao âmbito concreto da arte?
Qualquer trabalho humano é uma participação do poder criador de Deus. Mas este facto é especialmente patente na criação artística. A arte brota necessariamente de uma actividade contemplativa e por isso implica sempre uma visão do mundo. E comunica-a aos outros. Ao contemplar as pinturas primitivas das grutas de Lascaux, um autor distante da fé cristã, Georges Bataille, escreveu que o homem chegou a ser homem não tanto como “homo faber” mas como “homo artifex”, porque na arte reflecte o que pensa sobre a morte, enfrenta-se com o mistério da vida. Na sua “Carta aos artistas”o Papa João Paulo II escreve que na “criação artística” o homem revela-se mais do que nunca “imagem de Deus” exercendo um domínio criativo sobre o universo que o rodeia”. Aplica-se também, contudo, a máxima “corruptio optimi pessima”.

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Giovanni Trapattoni, treinador de futebol, Itália

Humildade nas vitórias e serenidade nas derrotas

1 Janeiro 2009

Escrivá ensinou muitos desportistas a compreender que o esforço nos treinos e nas competições, o convívio com os colegas de equipa, a consideração pelos adversários, a humildade nas vitórias e a serenidade nas derrotas, são um caminho concreto para chegar a Deus e prestar um serviço efectivo aos outros.

Sempre em frente

Ngozi Okpara, professora, Lagos, Nigéria

1 Janeiro 2009

O meu anseio de sempre era o de viver uma vida recta, em que me sentisse realizada. Contudo, existia um abismo entre a minha vida do dia-a-dia e a minha vida de oração. Agora não vejo diferença entre a oração e as actividades comuns que tenho de desenvolver: sou mais consciente da presença de Deus e já não consigo olhar passivamente o mundo; sinto que tenho de participar activamente no que se passa à minha volta. É um desafio. Vejo o quanto Deus me ama, e como é infinita a misericórdia que tem para comigo. A minha vida tem sentido e move-me o desejo de que outras muitas pessoas experimentem o mesmo.

Construindo uma cultura da vida

Dolores Voltas Baró, médica endocrinologista, vogal da Sociedade Catalã de Bioética, da Academia das Ciências Médicas da Catalunha e Baleares, Espanha

1 Janeiro 2009

Em 1954 iniciei o curso de Medicina na Universidade de Barcelona. O meu irmão mais velho entusiasmou-me a transferir-me, no ano seguinte, para Navarra, onde começava uma universidade nova, e animei-me. Na realidade, não era ainda uma Universidade. O meu irmão, médico recém-licenciado, apresentou-me ao Prof. Jiménez Vargas que, depois de uma entrevista, me ofereceu um trabalho em Pamplona no Departamento de Fisiologia Humana do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC). Isto permitia-me custear a minha estadia ali. Solicitei também isenção de propinas, que me concederam pelo bom curriculum académico apresentado. Dois anos mais tarde regressei a Barcelona para terminar o curso. Mas recordo como se fosse ontem aqueles dois anos de Pamplona, que marcaram a minha vida para sempre.

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